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Fernando Barbella, designer oriundo de Barcelona, tentou imaginar os sinais informativos do futuro, no que concerne ao uso da tecnologia, por exemplo, e criou uma série de sinalética informativa pode estar a poucos anos de se tornar realidade.
O designer tentou assim fazer o que os escritores de ficção científica estão a fazer há vários anos: imaginar um mundo não muito diferente do actual, mas onde a vida é ligeiramente diferente.
Segundo o criativo, não foram as pessoas que mudaram, mas sim os sinais à sua volta, à medida que o quotidiano também se vai alterando. Fernando Barbella descreve-se como um “fã da inovação”, “director criativo experimental” e um “contador de histórias regular”.
Os sinais hipotéticos do futuro foram compilados na série “Sinais do Futuro Próximo”, que oferecem um vislumbre da realidade que ainda não existem mas pode passar a existir muito em breve. Desde drones a realidade virtual, hologramas a carros que se conduzem sozinhos, Farbella mostra como o mundo está a evoluir e como pode ser difícil acompanhar o ritmo da mudança.
A recuperação ambiental das antigas minas de urânio de Ázere está anunciada para 2017. Esta é uma antiga pretensão dos municípios circundantes, uma vez que no estado de degradação em que se encontram, as minas constituem uma preocupante fonte de comunicação.
A notícia da recuperação ambiental das Minas de Urânio de Ázere, antiga área mineira do Mondego Sul, foi avançada pelo presidente da Câmara Municipal de Tábua, Mário Loureiro. O autarca revelou que esta medida foi indicada pelo secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, como uma prioridade.
“Esta recuperação vem de encontro às inúmeras diligências efectuadas pelo município, pela União de Freguesias de Ázere e Covelo, pela IPSS ACUREDEPA, assim como outras entidades locais, que vêm assim concretizada a sua vontade de colmatar os efeitos negativos provenientes desta área mineira, que trazem consequências nefastas, não só ao concelho de Tábua, como aos concelhos limítrofes”, referiu a autarquia de Tábua.
As minas do Mondego Sul encontram-se encerradas desde 1988, data a partir da qual se mantiveram a céu aberto. O risco de contaminação do meio ambiente por partículas radioactivas através dos resíduos provenientes dos escombros das águas e areias foi identificado por diversas entidades, nomeadamente por elementos do partido Os Verdes, que visitaram as minas em 2014.
Foto: vi Creative Commons
Nada como relaxar numa viagem pelo campo, apreciando as vistas e respirando o ar puro. Bom, por vezes não é bem assim – quanto mais bela é uma paisagem mas perigoso será o seu acesso, provavelmente.
As estradas que podem ver nas imagens que seguem foram construídas, quase todas, em locais de difícil acesso, o que as torna, igualmente, perigosas.


A Primavera chegou antes do tempo a esta pequena cidade de Kawazu, no Japão. Localizada a poucos quilómetros de Tokyo, esta cidade é conhecida pelas suas maravilhosas árvores floridas que, ano após ano, oferecem um maravilhoso espectáculo onde o esplendor das cores da surge como o grande protagonista.
Normalmente as árvores começam a florir no final de Março ou início de Abril, enchendo a cidade de um encantador cor de rosa. Este ano, no entanto, a natureza trocou as voltas ao calendário habitual e antecipou-se nesta maravilhosa entrada na Primavera.
Por toda a cidade, o cheiro inebriante a flores preenche as ruas e oferece um espectáculo que desafia os vários sentidos dos visitantes desta localidade. Visão, olfato, tato… todos os sentidos são invadidos pela magia das flores de cerejeira a florir.
O simbolismo à volta das flores de cerejeira é especialmente significativo no Japão. A natureza transitória da sua beleza é muitas vezes associada à brevidade da vida, ao karma e ao destino. Esta ideia de ligar a natureza à vida aparece amiúde representada na arte japonesa, com a flor de cerejeira em lugar de destaque, tornando-se já numa imagem de marca do país.
Fotos: via Bored Panda
Aflitos com os níveis impressionantes de poluição alcançados no país, os chineses decidiram instalar uma torre de sucção em Pequim, uma das cidades mais irrespiráveis do planeta.
Será esta uma solução viável? As opiniões dividem-se.
Foi o desespero que levou os chineses a experimentar esta criação do gabinete de arquitectura e tecnologia holandês Studio Roosegaarde. A Smog Free Tower foi instalada em Pequim e segundo o ministro da Protecção Ambiental chinês, o ar que circula à sua volta está 55% mais limpo. No espaço de 40 dias a torre é capaz de filtrar cerca de 30 milhões m3 de ar, afirma Roosegaarde, a sua construtora.
E o que fazer com a poluição que é sugada pela torre? A verdade é que não se conhecem informações detalhadas sobre o funcionamento da torre e as estatísticas divulgadas pelo governo chinês são de difícil confirmação.
O melhor mesmo seria os chineses reduzirem drasticamente as emissões de CO2. Entretanto a Smog Free Tower, que é uma estrutura móvel, vai circular por outras cidades chinesas para exibir os seus talentos.
Foto: Studio Roosegaarde
A associação ambientalista Quercus vai pedir às autoridades europeias e nacionais que investiguem “de forma séria” os consumos de combustível anunciados pela indústria automóvel. Esta decisão surgiu na sequência da divulgação de um relatório que acusa os construtores automóveis de falsear esses dados.
As conclusões de um relatório da Federação Europeia dos Transportes e Ambiente, organização que integra a associação ambientalista portuguesa Quercus, indicam que os automóveis gastam em média mais 42% de combustível do que é anunciado pelos fabricantes, nomeadamente a Mercedes Benz. Esta revelação levou a associação ambientalista Quercus a reagir, anunciando que vai pedir uma investigação séria ao consumo de combustível automóvel às autoridades competentes.
A Quercus pretende que esta investigação seja alargada a todos os fabricantes, “para se saber o que se está a passar”. Este pedido, segundo presidente da associação ambientalista, João Branco, será dirigido à Comissão Europeia e às autoridades nacionais de homologação de veículos.
Entre outras coisas, o que a Quercus pretende apurar é se as marcas “estão a usar dispositivos que manipulam os resultados de laboratório ou se os testes de laboratório estão a ser corretamente elaborados e refletem depois o que vai acontecer no consumo”. Segundo João Branco este estudo já é feito há três anos e compara os consumos dos automóveis em situações reais, em trânsito, com o consumo que é anunciado pelos fabricantes e obtido através de testes em laboratório.
“O que se passa é que se verificou que os carros em situações reais, no trânsito, consomem muito mais do que aquilo que é anunciado pelos fabricantes e que é medido por eles. Além disso, essa diferença está a aumentar. Nos últimos três anos estes valores têm vindo a subir e este ano atingiu-se valores superiores aos anteriores”, sublinhou.
João Branco adiantou ainda que a diferença média de valores é de 42%, embora existam marcas que ultrapassam os 50%, chegando algumas aos 56%. “O que isto quer dizer é que quando um carro é anunciado como estando a gastar seis litros aos 100 quilómetros, na realidade está a gastar nove litros aos 100. Portanto, está a haver uma despesa, uma ignição e poluição que o cidadão julgava que não ia acontecer”, frisou.
Esta diferença do consumo é, na opinião do ambientalista, “inexplicável”.
Foto: Vulco.pt

A Islândia não é só um dos mais belos países do mundo, é também um território que a civilização ainda não destruiu e onde há tantos fenómenos naturais para ver que o normal é que, de vez em quando, nos escape algum pormenor.
É o caso destas cascatas, fotografadas por Arnar Kristjansson em cenários nocturnos, no pôr-do-Sol ou com as Luzes do Norte por trás. Kristjansson estava a visitar o país com a sua namorada italiana, Simona, quando se deparou com estas fascinantes quedas de água.
“Estar em cima da montanha e ver as Luzes do Norte fez-me nascer outra vez”, explicou. “Foi a nossa primeira viagem juntos e foi uma experiência incrível. Estas cascatas foram provavelmente as fotos mais difíceis de tirar”, explicou Kristjansson.
“Todos os que já estiveram perto daquelas cascatas sabem que há tanta água e vapor que, quando chegamos perto, é quase impossível conseguir uma boa foto”, concluiu.

Como transformar um edifício abandonado e desmantelado soviético, sem gastar dinheiro, numa exposição de arte? A resposta é-nos dada por Nikolay Polissky, um artista russo especialista em reaproveitar bocados de madeira usados e colocá-los no exterior dos edifícios, tal como o pavilhão Selpo.
Este edifício foi coberto por restos de outros trabalhos de Polissky e prova que um grande conceito, mesmo com a arquitectura mais insonsa, pode tornar-se culturalmente relevante.
No caso deste edifício Selpo o conceito transformou um edifício delapidado soviético num espaço empolgante e interessante, colocando-lhe apenas uma nova pele. É uma espécie de “casaco de madeira”, que rodeia o edifício e, durante a noite, emana uma luz brilhante.

Um artista alemão especializou-se na arte da ilusão aplicada à street art. De prédios velhos e aborrecidos faz passagens 3D que apetece atravessar.
A arte urbana, como exercício da liberdade criativa por excelência, tem-nos dado obras surpreendentes, por isso é cada vez mais difícil sobressair nas telas infinitas do meio urbano. Mas estas paredes jamais passariam despercebidas, porque jogam com as nossas ilusões de óptica.
Parecem portais 3D, passagens cibernéticas por onde nos podemos escapar para outra dimensão e no entanto são apenas prédios velhos de cara nova.
Assinadas pelo artista alemão de arte urbana cujo nome de código é “1010”, estas passagens secretas, que afinal não passam de ilusão de óptica, podem observar-se nos quatro cantos do mundo.
Até há pouco tempo, o que se comia nos aviões não despertava o entusiasmo de boa parte dos passageiros. Mas algo está a mudar. No catering das companhias aéreas já entrou o conceito de “alimentação saudável e sustentável”.
Esta evolução não será suficiente para compensar a pegada ambiental dos meios de transporte aéreos, mas está a impor-se como um sinal dos tempos. Por todo o mundo encontram-se companhias a oferecer aos seus clientes menus sustentáveis, ou compostos por ingredientes “saudáveis”.
A KLM é uma das companhias que se tem destacado nesta área, ao oferecer aos seus passageiros que viajam em turística menus em caixas de cartão recicláveis e com indicações sobre os alimentos que contêm. A Air France é outro exemplo: serve alimentos provenientes da agricultura biológica e com origem certificada.
Também existem companhias asiáticas a aderir ao conceito de sustentabilidade alimentar. A Korean Air, por exemplo, abastece-se na sua própria quinta, situada nas encostas do monte Hallasan, na ilha de Jeju, onde são criadas galinhas e vacas em liberdade. Por seu turno a Thai Airways e a Air China mostram nos menus o impacto das emissões de CO2 de cada prato servido. Exemplos não faltam, a provar que os menus sustentáveis são a nova rota das companhias aéreas internacionais.
Foto: via Creative Commons
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